domingo, 2 de setembro de 2007



‘Ultimato Bourne’ fecha saga com ação

Terceiro filme da franquia estrelada por Matt Damon chega aos cinemas


Informativo

O ator americano Matt Damon não acredita que Jason Bourne volte num novo filme. "O Ultimato Bourne", terceiro da trilogia centrada no personagem sem memória, estreou no Brasil na sexta-feira (24)

Uma matéria de jornal faz com que Jason Bourne seja mais uma vez perseguido, agora por uma nova geração de matadores treinados secretamente pelo governo americano. Dirigido por Paul Greengrass e com Matt Damon, Joan Allen, Chris Cooper, Julia Stiles, David Strathairn, Albert Finney, Daniel Brühl e Brian Cox no elenco.

O filme fecha a trilogia em que o astro Matt Damon vive o espião Jason Bourne, que, após perder a memória, tenta descobrir sua verdadeira identidade e o motivo por que é procurado em todo o mundo. Depois de sobreviver às situações mais estapafúrdias em “Identidade Bourne” e “Supremacia Bourne”, o protagonista, mais uma vez, comprova sua inteligência, determinação, habilidade física e, por que não, carisma.

"O Ultimato Bourne", terceiro e último filme da série com o misterioso Jason Bourne (Matt Damon), vai fundo para finalmente descobrir sua verdadeira identidade e o que o transformou em uma máquina de matar.

Toda essa trama de espionagem e mistério é mantida pela direção precisa de Greengrass, que consegue renovar um gênero que se desgastou nos últimos anos.

Com "O Ultimato Bourne", a trajetória do personagem fecha-se em um círculo perfeito. A resolução não é simples, mas é interessante e plausível. E dá ao homem misterioso que surgiu em "A Identidade Bourne" (2002) o grand finale que ele merece.

Interpretativo

Na mitologia grega, Jasão foi um príncipe deposto do trono paterno pelo seu próprio tio, Pélias, que temia ser morto pelo sobrinho. Pélias, porém, deu uma chance a Jasão: o trono lhe seria restituído se ele conseguisse cumprir a missão, tida como impossível, de buscar uma vestimenta de ouro num lugar distante.

Jasão, construiu, então uma embarcação, com a qual se meteu numa série infindável de viagens aventureiras e tarefas heróicas em busca da tal vestimenta e a conseqüente restituição de sua coroa de príncipe. Assim, nenhum sobrenome soaria melhor para este personagem que “Bourne”, que tem praticamente a mesma sonoridade de “Born” (nascer).

Jason Bourne seria o renascimento de Jasão e sua saga heróica. Viajei demais? Pode ser, mas o que é o cinema se não uma gigantesca e deliciosa viagem mágica?

Neste último capítulo da série de espionagem, Bourne irá investigar seu próprio passado para poder encontrar o futuro. Ele viajará de Moscou, Paris e Londres para Tanger e para a Cidade de Nova York, enquanto continua sua busca pelo verdadeiro Jason Bourne - e tenta o tempo todo superar as manobras de dezenas de policiais, agentes federais e agentes da Interpol que o têm em sua mira.

Jason é a tradução de Jasão e, assim como o mitológico herói grego, ele também é obrigado a deixar o “reino” que o criou (no caso, a CIA), empreender uma série infindável de viagens (a trilogia “passeia” por meio mundo) e realizar as mais difíceis tarefas para tentar regressar à sua casa e reaver sua coroa (no caso, sua identidade perdida e esquecida). Tem mais: no final da trilogia (sem querer estragar a surpresa de ninguém), Jason, literalmente, renasce em sua real identidade, numa significativa e simbólica cena sufocantemente filmada embaixo d’água. Uma referência ao parto? Talvez, já que a trilogia tem seu início e seu fim mergulhados no ambiente aquático.

Ideológico

Em "A Identidade Bourne", filme de 2002, ele tentou descobrir quem era. Em "A Supremacia Bourne", de 2004, ele se vingou do que lhe fizeram. Agora, em "O Ultimato Bourne", ele volta para casa e se lembra de tudo. Bourne é um homem que vive sem país e sem passado após ter sido submetido a um treinamento brutal, do qual não lembra, por pessoas que ele não identifica. Ele se transformou numa sofisticada arma humana — e também o alvo mais difícil da CIA até hoje.

Desde que foi encontrado boiando no Mediterrâneo, na costa da Itália, há vários anos, Jason Bourne continua sua busca desesperada em saber quem é e descobrir quem o ensinou a matar. Depois que sua mulher, Marie, foi assassinada, ele só pensou em vingança — e, ao realizá-la, decidiu desaparecer para sempre e esquecer a vida que lhe foi roubada.

Mas uma matéria de primeira página num jornal londrino que especula sobre sua existência põe fim a esse desejo, e ele se vê novamente como alvo. Treadstone, o programa ultra-secreto que criou esse super-assassino, não existe mais, mas foi reinventado pelo Departamento de Defesa sob o nome de Blackbriar, e agora conta com uma nova geração de matadores secretamente treinados à disposição do governo.

Para eles, Bourne é uma ameaça descontrolada de US$ 30 milhões que deve ser eliminada de uma vez por todas. Para Bourne, eles são a única ligação com uma vida que ele tentou, em vão, esquecer. Agora é o fim da linha. Dessa vez, ele está decidido que nada o deterá: nem as promessas vazias de seus ex-chefes nem as mortes dos que o perseguem incansavelmente.

Com nada mais a perder, Jason Bourne usará toda a habilidade que lhe foi ensinada para ir atrás de seus criadores e acabar com tudo.

O filme fecha a trilogia em que o astro Matt Damon vive o espião Jason Bourne, que, após perder a memória, tenta descobrir sua verdadeira identidade e o motivo por que é procurado em todo o mundo.

Depois de sobreviver às situações mais estapafúrdias em “Identidade Bourne” e “Supremacia Bourne”, o protagonista, mais uma vez, comprova sua inteligência, determinação, habilidade física e, por que não, carisma.

Desde os primeiros segundos, “Ultimato Bourne”, que chega aos cinemas nesta sexta-feira (24), pega o público de jeito.

O terceiro filme mostra mais revelações do passado do personagem e cruza o caminho de Bourne com o de agentes federais, policiais, a Interpol.

Ver um filme como O Ultimato Bourne me faz lembrar de um dos elementos mais antigos de uma noção popular de cinema que é a perseguição.

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