
Manoel Jesus Soares da Silva
e-mail: manoel@ucpel.tche.br
Titulação:
- graduado em Comunicação Social
- especialista em Educação e Sociedade
- mestre em Desenvolvimento Social
- mestrando em Letras
Atividades que desenvolve na ECOS:
- professor da disciplina de Redação em Jornalismo III
- professor da disciplina de Redação em Relações Públicas III
- professor da disciplina de Marketing Político
- professor da disciplina de Seminário de Dissertação
- professor da disciplina de Jornalismo Gráfico
- coordenador de projetos de extensão
Página Pessoal:http://manoeljesus.ucpel.tche.br/
Currículo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4700609E7
1- Como o senhor analiza o momento politico brasileiro?
O momento político brasileiro é muito sensível, pois o processo de redemocratização ainda é recente e ainda não conseguimos uma identidade política brasileira. Nossos partidos têm se mostrado com dificuldade de assumir uma personalidade, especialmente no que se refere ao espectro ideológico. Ainda vai demorar um tempo para que isto aconteça e a preocupação é que não sirva de motivo para desânimo da população (já tão desestimulada) e o avanço de grupos que ocupam os vácuos de poder (que podem ir desde a direita militarizada, até os populistas de plantão pela esquerda).
2- Com tantos escandalos envolvendo politicos, o senhor acredita que os eles merecem um credito do povo brasileiro?
O problema é que estes políticos foram eleitos por este mesmo povo que hoje reclama deles. Creio que precisamos amadurecer esta relação entre população e poder. E isto vai ser ainda mais difícil porque temos disparidades regionais, onde a troca do voto por favores acaba acontecendo de forma descarada.
3- Para melhorar a economia, as privatizações são uma saida imediata para equilibrar os cofres publicos?
Não sei se é somente a questão da privatização. O que temos é uma máquina pública que não funciona, especialmente para as populações mais desfavorecidas. Então, para que a máquina? Infelizmente, existem reservas de mercado onde funciona o corporativismo e uma boa parte do funcionalismo público está nesta: a máquina não funciona, eles não fazem nada, mas exigem regalias que a população não tem.
4- Como o senhor enxerga o cenario politico na regiao sul, e principalmente na cidade de Pelotas?
Nossa região empobreceu, inclusive nisto. Nossas representações têm sido cada vez menores o que faz com que não tenhamos força para pressionar, quando necessário. As demais regiões agem, muitas vezes, nos bastidores e mostram o poderio político que têm canalizando recursos que, muitas vezes, viriam para Pelotas e região sul.
Abração.

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